É a primeira pergunta que chega no balcão: 500 ou 1.000? A conta do preço é simples e quase todo mundo já intuiu — o segundo milheiro sai bem mais barato que o primeiro, porque o custo de preparar a máquina e acertar a cor é pago uma vez só, independente de quantos cartões saem depois.
Pela mesma razão, 250 cartões quase nunca compensam: você paga quase o mesmo da tiragem de 500 e leva metade.
Quanto tempo uma caixa realmente dura
Antes de decidir pela quantidade, vale medir o consumo de verdade. A diferença entre os perfis é grande:
- Loja de balcão, entrega com a sacola: 20 a 50 por mês
- Representante ou vendedor externo: 100 a 200 por mês
- Prestador de serviço que visita cliente: 30 a 80 por mês
- Profissional liberal com sala fixa: 10 a 30 por mês
Faça a conta com o seu número. Mil cartões para quem entrega 30 por mês são quase três anos de estoque — e três anos é tempo demais para nada mudar.
O que faz reimprimir antes da hora
Quase nunca é a quantidade que acaba. É o dado que vence:
- Trocou de número de telefone ou de WhatsApp
- Mudou de endereço, ou abriu uma segunda unidade
- O Instagram mudou de @, ou passou a ser o canal principal
- Entrou sócio, mudou o nome fantasia, saiu um serviço
Cartão com telefone errado não é cartão barato. É papel impresso.
A regra que funciona na prática
Se os seus dados estão firmes há mais de um ano e você consome mais de 80 por mês, peça 1.000: o preço por unidade compensa e você não volta tão cedo.
Se o negócio é novo, se você ainda está testando como se apresenta, ou se tem qualquer mudança no radar — ponto comercial, sócio, telefone —, peça 500. Você paga um pouco mais por cartão e compra o direito de mudar de ideia daqui a seis meses sem jogar caixa fora.
Dois detalhes que mudam mais que a quantidade
Frente e verso. O verso em branco é espaço pago e não usado. Cabe o serviço principal, o horário, um QR code do WhatsApp ou do cardápio.
Acabamento. Laminação fosca ou brilhante muda pouco no preço e muda bastante na percepção — e, no caso da fosca, ainda protege o cartão de marcar no bolso. Se for escrever no cartão (preço, agendamento), aí sim peça sem laminação: caneta não pega em cartão laminado.

