O que é arte-final — e por que a gráfica sempre pede

Você manda o arquivo, a gráfica responde que não dá para imprimir. Entenda os quatro problemas que travam quase todo pedido.

Tela de computador com um arquivo sendo preparado para impressão
14out
  • 5 min de leitura
  • Gráfica

Arte-final é o arquivo pronto para a máquina: no tamanho certo, na cor certa, com margem de corte e com as fontes resolvidas. Não é o layout bonito — é o layout preparado. Um arquivo pode estar lindo na tela e ser impossível de imprimir.

Quatro problemas respondem por quase todo pedido que volta.

1. Resolução baixa

Imagem salva da internet, print de tela ou foto que passou por WhatsApp chega com resolução de tela, não de papel. Na tela parece nítida; no papel aparece serrilhada.

Impressão pede 300 dpi no tamanho final. Na prática: uma logo que vai sair com 5 cm de largura precisa de um arquivo com cerca de 600 pixels de largura — e esticar um arquivo pequeno não cria detalhe que não existe.

O jeito de não ter esse problema nunca mais é guardar a sua logo em vetor (.ai, .eps, .pdf, .svg). Vetor não tem resolução: serve para o cartão de visita e para o letreiro da fachada com o mesmo arquivo.

2. Cor em RGB

Monitor emite luz e trabalha em RGB. Papel reflete luz e trabalha em CMYK. São espaços de cor diferentes, e o RGB alcança cores que tinta nenhuma reproduz.

É por isso que o laranja vibrante da tela às vezes sai mais apagado no papel, e por que azul e verde intensos são os que mais decepcionam. Converter o arquivo para CMYK antes de aprovar evita a surpresa: você vê a cor que vai sair, não a que o monitor promete.

A tela promete uma cor que a tinta não tem. Quem converte antes não leva susto depois.

3. Sem sangria

Nenhuma guilhotina corta no milímetro exato. Se a arte termina na linha do corte, qualquer desvio normal de máquina deixa um fio branco na borda.

Sangria é estender o fundo da arte 3 mm além do tamanho final, de cada lado. O corte cai dentro dessa gordura e a cor chega até a borda, sempre. Vale o contrário também: texto e logo ficam a pelo menos 3 mm para dentro, ou correm o risco de encostar no corte.

4. Fonte não convertida

A fonte que você usou está instalada no seu computador, não no da gráfica. Quando o arquivo abre sem ela, o programa troca por outra qualquer — e o texto muda de tamanho, quebra em outro lugar, desmonta o layout.

Converter o texto em curvas (ou enviar PDF com as fontes incorporadas) congela o desenho das letras. O lado ruim: depois de convertido o texto não é mais editável. Guarde sempre uma cópia editável antes de converter.

O resumo do que enviar

  • PDF fechado, no tamanho final do produto
  • 3 mm de sangria de cada lado, e nada importante a menos de 3 mm da borda
  • Cores em CMYK
  • Imagens em 300 dpi no tamanho em que vão aparecer
  • Fontes convertidas em curvas ou incorporadas no PDF

E se você não tiver nada disso? Tudo bem — é o caso da maioria de quem chega no balcão. Na CIIS quem atende é designer gráfico, não operador de máquina: a arte-final sai ali, na hora, a partir do que você tiver em mãos. Mesmo que seja uma foto da logo antiga.

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