Como é distribuída a Educação no Brasil

O Brasil é o quinto maior país do mundo e o maior país da América do Sul. Sua população é mais de 200 milhões de pessoas. Ao contrário de muitos outros países com um passado colonial, o Brasil passou por vários tipos de governo desde a sua criação no início dos anos 1500. Tendo obtido a independência em 1822, o sistema do governo brasileiro passou de colonial para monárquico, até a ditadura oligárquica, depois populista e militar, e, finalmente, para a República democrática formada em 1985. Em 1988, a base da legislação brasileira moderna foi criada com a mais nova constituição.

Enquanto o atual sistema de educação no país se baseia na última constituição, alguns dos princípios pelos quais o sistema brasileiro opera datam dos tempos pré-republicanos. A escola é obrigatória no nível primário, das idades de 6 a 14 anos. O ensino médio geralmente abrange as idades de 15 a 17 anos.

Senac RIO

Este estágio de escolaridade já foi considerado em 2016 para o mandato obrigatório. Outras opções escolares são as escolas técnicas, que fornecem graus técnicos que podem ser obtidos enquanto frequentam o ensino médio. Graus técnicos geralmente são fornecidos por instituições públicas, mas não credenciados pelo Ministério da Educação. O ensino superior não é obrigatório e destina-se a adultos de 18 anos ou mais.

Ensino no Brasil

O decreto sobre escolaridade obrigatória e a responsabilidade do estado em educação remonta à 59ª emenda à constituição brasileira criada em 1971.  As cláusulas da emenda garantem que o estado cobre cobertura de custos associados a materiais didáticos, transporte, alimentação e assistência médica.

No entanto, esta lei raramente é aplicada, como demonstra a taxa de analfabetismo de 18% do país. Mais de 80% da população brasileira vive em áreas urbanas, e apesar de seus grandes setores de manufatura e serviços, a agricultura e a mineração ainda são indústrias líderes no país. Os moradores rurais e urbanos em locais de recursos baixos, especialmente em áreas fora das regiões fronteiriças do Sudeste e do Oceano, têm maior incidência de falta de acesso à educação, pois o mau transporte e a necessidade de trabalho dificultam as atividades educacionais básicas. https://plus.google.com/105566057955870860620/posts/KW1R1Y5JdFW

Brasília começou a abordar esta desequilibrada nos anos que se seguiram à democratização. O presidente Fernando Henrique Cardoso criou um Plano Nacional de Educação, que trabalhou para sistematizar a rede escolar da nação. Ele redirecionou os recursos educacionais para as notas mais baixas e melhorou o acesso e a frequência nas escolas primárias através de programas como o Bolsa Escola, que pagam famílias mais pobres para enviar e manter seus filhos na escola. No nível universitário, a administração de Cardoso introduziu o primeiro sistema de cota racial.

O presidente Lula aumentou ainda mais o financiamento educacional – agora através do Bolsa Família – mais do que duplicou os gastos do governo por aluno e abriu mais de 200 escolas técnicas. O presidente Rousseff seguiu o exemplo, alocando 75% das receitas da reserva de petróleo pré-sal para financiar o sistema educacional brasileiro.

Hoje, os brasileiros permanecem na escola mais do que nunca, e quase o dobro do número de jovens estudantes prosseguem para se formar na faculdade em comparação com as gerações anteriores. Os resultados comparativos também estão melhorando, com as pontuações PISA internacionais do Brasil subindo lentamente do fundo.

Ainda assim, grandes desafios permanecem. Os professores do Senac RIO protestaram contra as reformas que exigiriam uma semana de trabalho de quarenta horas (agora, apenas 6% dos professores trabalham em tempo integral) e criam bônus baseados em mérito. O absenteísmo dos professores também permanece dominante, interrompendo a aprendizagem em 32% das escolas em 2008. Por enquanto, embora o sistema educacional brasileiro esteja avançando, muitos acham que não está se movendo com rapidez suficiente.